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Un anno fa

por seila, em 25.10.14

 

   (fotos minhas)

 

Sobranceiro erguendo-se no cimo da colina na terra implantado, o castelo secular guarda a sua cidade observando-a, admirando-a, protegendo-a.

Quanta história através dos tempos encerra dentro das suas muralhas, de momentos de glória que o enchem de orgulho.

Quantas histórias, dos seus moradores, dos seus visitantes presenciou através de cada janela indiscreta dos edifícios da cidade que a eles todos vê. Tantas que lhes perde o conto. Guarda-as no silêncio das suas pedras emudecidas.

Olha e sente. Cada uma diferente da outra.

Na sua essência, todas por base o amor ou…

Não, o resto não importa! Só o amor, seja ele qual for, é valioso, digno de ser contado.

 

Há um ano o castelo observou mais uma história e tudo lhe indicou ter um bom começo, prenúncio de que poderia ser duradoura.

Prazenteiro guardou-a inscrevendo-a nas paredes a letras invisíveis, não fosse alguém descobri-la.

Eram forasteiros quem ele viu através daquela específica janela de luz difusa.

Não chegou a saber-lhe o desfecho.

 

Hoje, sob a abóboda de estrelas abraçadas pelo luar, escuta o vento que serpenteia por entre as ameias das suas muralhas assobiando baixinho. Sente a suave brisa que da noite quente e calma entra pelas suas janelas. Ambos lhe contam a mesma história.

- Tudo foi em vão - dizem-lhe - só restam as memórias para que não esteja esquecida. Acabou no âmago da indiferença.

 

E na sua beleza de monumento iluminado no sereno da noite, o castelo reflecte uma enorme nostalgia.

 

Un anno fa 

 

Seilá, 22 de Agosto de 2012

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publicado às 20:22



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