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Arregaçar as mangas

por seila, em 17.03.15

 

Nunca tinha pensado nisto nestes termos até hoje.

O gesto de arregaçar as mangas transmite algo de positivo.

Diz-nos que é hora de deixar para trás situações ou sentimentos que nos trouxeram ilusões, criaram expectativas e que afinal fomos forçados a reconhecer estar tudo errado.

Ao princípio o desalento, a angústia, a tristeza tomam conta de nós e muitas vezes aparecem a seguir as dúvidas e pior que tudo as culpas.

Culpas que na maior parte dos casos nem existem, mas que usamos como desculpas, naquele meio tempo em que racionalmente, não conseguimos desenhar com verdade e clareza os acontecimentos.

Um dia, porque o tempo revestido de opiniões, de afastamentos, silêncios e lágrimas passou por nós cumprindo a sua tarefa, um dia é tempo de arregaçar as mangas num gesto de força, de determinação de deixar para trás o que se não pode mudar ou apagar do passado e apesar disso, pensar seguir em frente, decidir fechar a porta atrás de nós e deixar entrar o futuro.

 

É por isso que te digo, tem calma, respira fundo a cada uma das vinte e quatro horas e um dia, sem dares por isso, vais ver-te a arregaçar as mangas.

 

 

Seilá, 10 de Fevereiro de 2014

 

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publicado às 18:47

Mulher

por seila, em 08.03.15

 Ai que nem sei por onde começar. Então o melhor será ir pelo lado da brincadeira.

 

Se eu podia ouvir o concerto da sinfonia nº 3 de Mahler para solista, coro e orquestra sentada no sofá de minha sala, lá isso podia, mas não era a mesma coisa.

 

Porque há uma linha consistente que separa a imaginação da realidade, faz toda a diferença ouvi-la na óptima sala do grande auditório do CCB.

 

Neste dia, num palco onde talvez cinquenta por cento da Orquestra Sinfónica Portuguesa eram mulheres, onde a solista era mulher, onde esteve presente o coro feminino do Coro Nacional de São Carlos e também presente, por ser um coro juvenil apenas dois membros eram masculinos o Coro Juvenil de Lisboa e tão importante (para mim visto pela primeira vez), a Direcção Musical entregue também a uma mulher – Joana Carneiro, foi uma deliciosa maneira de passar o dia dedicado às mulheres.

Obrigada a todas por me deixarem ouvir, sentir o melhor da música exibida em quase exclusividade no género feminino.

Obrigada à minha companhia, minhas muito queridas imãs.

Obrigada por ter sido obrigada a cuidar da minha imagem para o evento.

Obrigada ao sol que brilhou e aqueceu este dia.

Obrigada por ser mulher.

Obrigada a todas as mulheres do universo que fizeram e marcam a diferença num mundo que persiste a querer continuar a ser exclusivamente masculino.

 

 

Seilá, 8 de Março 2015

 

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publicado às 20:48


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